Mostrando postagens com marcador cânticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cânticos. Mostrar todas as postagens

Paixão ou amor?



Por Pr. Timofei Diacov


Temos notado ultimamente que as palavras vão perdendo o seu verdadeiro sentido. Por exemplo, louvor, adoração. Queremos nesta meditação falar sobre paixão e amor. Parece que está havendo confusão. São duas palavras distintas. Temos ouvido corinhos onde se usa a expressão, "Estou apaixonado por Cristo"; quando deveria ser, eu amo a Cristo, ou, estou amando Cristo.

Já imaginaram como seria, se amor e paixão fossem sinônimos? João 3:16 seria: "Porque Deus se apaixonou pelo mundo de tal maneira que enviou o Seu Filho...". Ou esta outra palavra: "Te apaixonarás pelo Senhor teu Deus de todo o teu coração... porque este é o primeiro e grande mandamento. E te apaixonarás pelo teu próximo como a ti mesmo". Como podemos perceber, ficaria muito complicado trocar o amor pela paixão.


Afinal que é paixão? É um sentimento violento, descontrolável e pode levar uma pessoa a cometer loucuras contra a pessoa por quem se sente paixão ou mesmo cometer suicídio; e a história registra muitos fatos assim; enquanto o apóstolo Paulo em I Corintios 13 nos dá características bem diferentes do amor em relação à paixão, dizendo que o amor é benigno, é paciente, tudo sofre, tudo espera, tudo suporta; o amor nunca falha. O amor é capaz de perdoar, enquanto que a paixão pode matar destruir etc., aliás, na Bíblia quando se faz referencia à paixão, se faz referindo-se aos sentimentos carnais. É uma palavra muito pouco usada na Bíblia. Temos que ser cuidadosos quando recebemos um corinho, produzido por alguém que desconhece os ensinos teológicos da Bíblia.

Temos a impressão de que esses grupos chamados, "Grupos de louvor", não examinam esses novos corinhos para verificar se neles existem heresias. Aliás, é dever do pastor que é o chefe do rebanho, fazer seleção desses novos corinhos que surgem por aí à esmo; e assim estaríamos evitando a entrada de tantas heresias que vem desvirtuando a mensagem bíblica. Bom seria se atentássemos para o que diz Paulo em I Corintios 11:19: "Até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros, se manifestem". Perdoem-me dizer que o pastor que não cuida o seu rebanho desses perigos, é um pastor relaxado, descuidado e irresponsável. É pastor que permite a entrada de lobos devoradores que destroem o seu rebanho.

Deus quer que sejamos zelosos do bem e da verdade; mas zelosos com entendimento. Ele quer que saibamos discernir entre o trigo e o joio. Esperamos ter contribuído para corrigir e evitar esses males; ou pelo menos ter alertado aos amados irmãos da igreja do Senhor.

Fonte: Graça Maior
* Com alterações.

Como Zaqueu, eu quero descer...




Por Ciro Sanches Zibordi

Alguns internautas têm me instigado a analisar a composição “Faz um milagre em mim”. Eu vinha evitando fazer isso, a fim de não provocar a ira dos fãs do cantor que interpreta esse hit “evangélico”. Afinal, vivemos em uma época em que dar uma opinião à luz da Bíblia desperta a fúria daqueles que dizem ser servos de Deus, mas são, na verdade, fãs, fanáticos e cristãos nominais.
Resolvi, pois, atender os irmãos que desejam obter um esclarecimento quanto ao conteúdo da canção mais cantada pelo povo evangélico na atualidade, a qual começa assim: “Como Zaqueu, eu quero subir o mais alto que eu puder”.

Primeira pergunta para reflexão:
Zaqueu, quando subiu na figueira, era um seguidor de Jesus, um verdadeiro adorador? Não. Ele era um chefe dos publicanos, desobediente a Deus e corrupto (Lc 19.1-10).
Nesse caso, como um crente em Jesus Cristo, liberto do poder do pecado, pode ainda desejar ser como Zaqueu, antes de seu maravilhoso encontro com Jesus?

Segunda pergunta para reflexão: Por que Zaqueu subiu naquela árvore? Ele estava sedento por salvação? Queria, naquele momento, ter comunhão com Jesus? Não. A Palavra de Deus afirma: “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura” (Lc 19.1-3). Ele não subiu na figueira porque estava desejoso de ter comunhão com Jesus, mas porque estava curioso para vê-lo.

Terceira pergunta para reflexão: O verdadeiro adorador deve agir como Zaqueu, ou como o salmista, que, ao demonstrar o seu desejo de estar na presença de Deus, afirmou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2)? Será que o pecador e enganador Zaqueu tinha a mesma sede do salmista? Por que um verdadeiro adorador desejaria ser como Zaqueu?

Mas o hit “evangélico” continua: “Só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”.

Outra pergunta para reflexão: Será que precisamos subir o mais alto que pudermos para chamar a atenção do Senhor? Zaqueu, segundo a Bíblia, subiu na figueira por curiosidade. Mas Jesus, olhando para cima, lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Observe que não foi Zaqueu quem chamou a atenção de Jesus. Foi o Senhor quem olhou para cima e viu aquele pecador perdido e atentou para ele (cf. Mt 9.36).

A atitude de Zaqueu que nos serve de exemplo não foi o subir, e sim o descer, para atender o chamamento de Jesus: “E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso” (Lc 19.6).

Por conseguinte, pergunto: O adorador, salvo, transformado, precisa subir para chamar a atenção de Jesus? Não. Na verdade, o Senhor está com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15). Espiritualmente falando, Ele atenta para quem desce, e não para quem sobe (Sl 138.6; Lc 3.30).

Mais uma pergunta para reflexão: Se a atitude que realmente recebe destaque, na história de Zaqueu, foi a sua descida, por que a canção enfatiza a sua subida? O mais lógico não seria cantar “Como Zaqueu, eu quero descer”? Reflitamos.
Afinal, como diz uma frase que circula na grande rede, o Senhor Jesus morreu para tirar os nossos pecados, e não a nossa inteligência.

A composição não é de todo condenável, pois o adorador que se preza deve mesmo cantar: “Eu preciso de ti, Senhor. Eu preciso de ti, ó Pai. Sou pequeno demais, me dá a tua paz”. Mas, a frase seguinte provoca outra pergunta para reflexão: “Largo tudo pra te seguir”. Estamos mesmo dispostos a largar tudo para seguirmos ao Senhor? E mais: É preciso mesmo largar tudo para segui-lo? O que o Senhor Jesus nos ensina, em sua Palavra? Em Mateus 16.24, Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Renunciar não é, necessariamente, abandonar, largar, mas pôr em segundo plano. A própria família pode ser um obstáculo para um adorador.Deve ele, nesse caso, largá-la, abandoná-la? Claro que não! Renúncia equivale a priorizar uma coisa em detrimento de outra.

Não precisamos largar a família, o emprego, etc. para seguir o Senhor! Mas precisamos considerar essas coisas secundárias ante a relevância de priorizar a comunhão com Jesus (Mt 10.27). Nesta última passagem vemos que o adorador deve amar prioritariamente o Senhor Jesus, mas sem abandonar tudo para segui-lo! Não confundamos renúncia com abandono. O que devemos largar para seguir a Jesus é a vida de pecado, e não tudo.

A canção continua: “Entra na minha casa. Entra na minha vida”. O compositor se refere a Zaqueu, mas não foi este quem convidou o Senhor para entrar em sua casa. Na verdade, foi Jesus quem lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Nota-se, pois, que esta parte da canção não é essencialmente cristocêntrica, e sim antropocêntrica. Mais uma pergunta para reflexão: O hit em apreço prioriza a obra que Jesus faz na vida do pecador, ou dá mais atenção ao que o homem, o ser humano, faz para conseguir o que deseja? A canção enfatiza a Ajuda do Alto, ou a autoajuda? Outra pergunta: Um verdadeiro adorador, um servo de Deus, alguém que louva a Jesus de verdade, que canta louvores ao seu nome, não é ainda uma habitação do Senhor? Por que pedir a Ele que entre em nossa casa e em nossa vida, se já somos moradas de Deus (Jo 14.23; 1 Co 6.19,20)?

A parte mais contestada da composição em apreço sinceramente não me incomoda muito: “Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas”. Que estrutura seria essa? No Salmo 103.14 está escrito: “... ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Deus, é claro, conhece-nos profundamente. Ele conhece a totalidade do ser humano: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Creio que o compositor tomou como base o que aconteceu com Zaqueu. O seu encontro com o Senhor mudou a sua vida por completo, “mexeu com a sua estrutura” (Lc 19.7-10). Deus faz isso na vida do pecador, no momento da conversão, e continua a transformar os salvos, a cada dia (2 Co 3.18). Quanto a sarar feridas, o Senhor Jesus de fato nos cura interiormente. Mas não pense que estou aqui defendendo a falsa cura interior, associada a regressão psicológica, maldição hereditária, etc. Não! O Senhor Jesus, mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, cura os quebrantados do coração, dando-lhes uma nova vida (Lc 4.18; 2 Co 5.17).

Diz ainda a canção: “Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a ti. Porque o Senhor é o meu bem maior”. Sendo honesto e retendo o que é bom na composição (1 Ts 5.21), Deus, a cada dia, nos ensina a ser santos, em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15-25). Além disso, Ele é, sem dúvidas, o que temos de mais precioso mesmo e, por isso, devemos amá-lo acima de todas as coisas (2 Co 4.7; Lc 10.27).Quanto à última frase “Faz um milagre em mim”, o compositor comete o mesmo erro de português constante da campanha de publicidade da Embratel: “Faz um 21”. Na verdade, no caso da canção o correto seria: “Faze um milagre em mim”. E, no caso da Embratel: “Faça um 21”.

Quer saber por quê? Aí já é querer demais, não é? Investigue, pesquise, caro internauta, principalmente se você é um editor de blog. Conhecer o vernáculo é uma necessidade de quem lida com textos.Diante do exposto, que os pecadores, à semelhança de Zaqueu, desçam, humilhem-se, a fim de receberem a gloriosa salvação em Cristo (Lc 18.9-14). E quanto a nós, os salvos, os verdadeiros adoradores, em vez de subirmos o mais alto que pudermos, que também desçamos a cada dia, humilhando-nos debaixo da potente mão de Deus (1 Pe 5.6), a fim de que Ele nos ouça e nos abençoe (2 Cr 7.14,15).

Amém?


Consumismo Cristão.




Por Cláudio Pinto Pr

Quando me converti estávamos no tempo em que os corinhos aos poucos substituíam os tradicionais hinos. Em meio a muita resistência, Vencedores por Cristo, Grupo Ecus, Asaph Borba, Adhemar de Campos e outros já marcavam a sua presença nos cultos e nas escolas dominicais. Cada corinho era ensaiado e tocado à exaustão de tal forma que todos decoravam as suas letras. Após o primeiro ano de execução, em todas as igrejas ouvia-se os mesmos cânticos, e os jovens se reuniam em intercâmbio para trocarem novos louvores entre si, enquanto eram adestrados para o ministério. Tempos bons em que o propósito principal era o de louvar a Deus e, 'se possível', ter algum retorno de sua criação para poder continuar a produzir.

Eram tempos em que os cristãos eram identificados nas ruas pelas roupas com que se trajavam e pelo pentear dos cabelos com birotes, e que o lugar comum das Bíblias era embaixo dos braços, e que era muito corajoso aquele que vestia uma camisa com dizeres cristãos, pois era olhado por todos como um louco.


Com o estouro do evangelho entre nós e a multiplicação de crentes, o louvor virou negócio e muito lucrativo; multiplicaram-se as bandas e os cantores e a quantidade de cânticos hoje é tão grande que um louvor é, no máximo, executado três vezes na igreja e, após, considerado como ultrapassado; os fiéis nem sequer chegam a aprender a letra e a música e já há outro entoando em seus ouvidos pelo menos por mais três semanas.



É triste dizer, mas o louvor virou consumo, e o que louva é mais louvado no que criou do que o próprio Criador de todas as coisas a quem supostamente se dirige. A pressa e o consumismo do mundo entraram com tudo no meio evangélico e o entretenimento tomou o lugar da adoração; na verdade o que adoramos hoje é mais a música em sua qualidade do que Aquele que deveria ser adorado.


E assim vamos louvando e levando avante o consumismo cristão, com uns adorando, e outros sendo adorados; uns consumindo, outros se consumando; e os sinceros sendo consumidos nessa barafúrdia toda.


Perdoem-me o excesso, mas no fundo tenho saudade do tempo em que eu era calmo sereno e tranqüilo, e saia de casa ostentando a minha Bíblia a me encontrar com a meia dúzia de cristãos que quando não tinham som nem instrumentos louvavam com suas vozes e seus hinários, ou livro de cânticos mimeografados e borrados, éramos poucos então, mas louvávamos muito e singelamente a Deus.


Fonte: Blog Meire-Reflexionar


Related Posts with Thumbnails

Pesquisar