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Verdades sobre a Maçonaria (algumas...)

Pastor Bruno Monteiro

O INICIO DA MAÇONARIA

Alguns dizem que o primeiro maçom foi Adão. Surgindo a maçonaria no Éden, ou que ela remonta a mais antiga história da civilização humana e se perdeu nas brumas do tempo. Exageros à parte, vejamos até onde a história registra o seu surgimento.

Muitos escritores maçônicos são de opinião que a maçonaria teve sua origem numa confraria de pedreiros, criada por Numa, em 715 a.C., que viajava pela Europa construindo basílicas.
Alguns acham que ela teve uma origem mais remota: seria originária dos antigos mistérios pagãos religiosos do velho Egito e da antiga Grécia. Outros admitem que ela se originou por ocasião da construção do templo de Jerusalém, no reinado de Salomão.




INICIO DA MAÇONARIA MODERNA
De acordo com a maioria das autoridades maçônicas, a maçonaria moderna teve seu primeiro registro com a fundação da primeira Grande Loja, em Londres, 1717.


SUA CRENÇA

A maçonaria acredita num Ser Supremo que chamam Grande Arquiteto do Universo (G:.A:.D:.U:.), exigindo de seus candidatos a crença neste ser não definido e inominado; comum a todas as religiões. Possui rituais próprios, de adoração, casamento, funerais, festas, juramentos, iniciações e para as reuniões ordinárias e formais. Reúnem-se em Templos, onde encontram-se altares e um Livro Sagrado (que pode ser a Bíblia, ou, outro livro considerado sagrado para qualquer religião). As Lojas são dirigidas por ministros. As reuniões são abertas e fechadas com uma oração, invocando a benção do Grande Arquiteto do Universo. Tem um conceito para a alma humana que é eterna e que tem a sua salvação, ou, evolução através das boas obras.

A maioria dos maçons que participam dos rituais não compreende o seu verdadeiro sentido oculto. Seguem a maçonaria apenas com uma participação irrefletida nos rituais, apenas imitam o que os outros fazem ou mandam fazer. Para estes, a maçonaria não é ocultista. Tais maçons desconhecem o significado misterioso de muitos dos símbolos e rituais maçônicos.


O CONCEITO DE DEUS NA MAÇONARIA

É difícil descobrir o nome da divindade da maçonaria, visto que este é um segredo bem guardado. Para os profanos, ou seja os de fora, é descrito como o "Grande Arquiteto do Universo" (G:.A:.D:.U:.). A intenção é justamente de parecer algo vago.

Nos graus inferiores a divindade é chamada de "Deus", ou "Soberano Árbitro dos Mundos", ou como G:.A:.D:.U:. Dentro da Loja, quando se progride para os graus mais elevados, a natureza de deus começa a tomar uma forma menos suave. O deus da maçonaria é um deus "genérico". Seu rótulo está em branco, de maneira que se quiser escrever nele Alá, Krishna ou até Satanás, você pode, e nenhum maçom objetará.

Se você disser ao satanista que ele não pode ser maçom porque o seu ser supremo, o diabo, não é um deus de primeira linha, estará violando os "princípios maçônicos".

Sabemos que o deus da bruxaria é Lúcifer . Assim, quando alguém é convidado a fazer parte da maçonaria, é visitado por dois maçons que o interrogam com diversas perguntas, sendo que uma delas é se acredita num Ser Supremo. Se ele for um bruxo ou um cristão, isto não vem ao caso, o que importa é que ele acredite num Ser Supremo, seja ele Deus ou o Diabo. Nas Lojas encontramos muitos adoradores de Lúcifer que atingem grau elevado nos rituais.

A maçonaria ensina, no grau do Arco Real que o nome verdadeiro de Deus é Jabulom.
O candidato aprende claramente no seu manual maçônico que o termo "Jabulom" é um termo composto para Jeová, Baal e On . Neste nome composto é feita uma tentativa de mostrar mediante uma coordenação de nomes que tudo é a mesma coisa.
Baal era uma divindade tão maligna que encontrar o nome do Deus único, verdadeiro e santo, Jeová, ligado ao de Baal e On nos ritos maçônicos é blasfêmia. Quem quer que estude a malignidade de Baal no Antigo Testamento pode ver isso claramente. (Ver: 2 Rs 17:16 e 17; Jr 23:13 e 32:35)

Deus não é uma combinação de todos os deuses. A Bíblia nos ensina que só o Deus cristão é o Deus único e verdadeiro, e não uma associação de todos os deuses. (Ver 2 Cr 6:14, Is 42:8 e Dt 4:39)


CRISTO NA MAÇONARIA

Se encontramos um conceito tão artificial e vago de Deus, o que esperar do Seu Filho, o nosso Redentor e Salvador Jesus Cristo?
Se buscarmos na literatura maçônica informações acerca de Jesus Cristo descobre-se uma ausência quase total de dados a esse respeito.
Embora nas reuniões maçônicas sejam feitas orações, é expressamente proibido orar em nome de Jesus, para não ofender a sensibilidade religiosa dos maçons que são membros de outras religiões que negam ser Jesus a única encarnação de Deus e Salvador do mundo. Por exemplo, a natureza e missão únicas de Cristo são negadas pelos hindus, budistas, muçulmanos, judeus, etc.
Em nenhum lugar da literatura maçônica você vai encontrar Jesus chamado de Deus ou de Salvador do mundo, que morreu pelos pecados do homem. Retratá-lo dessa forma iria "ofender" os homens a maçonaria não quer ofender ninguém. A maçonaria ensina que Jesus era apenas homem.
A maçonaria exclui completamente , todos os ensinos bíblicos específicos sobre Cristo, tais como a Sua encarnação, missão redentora, morte e ressurreição. A maçonaria "exclui cuidadosamente" o Senhor Jesus Cristo das Lojas e Capítulos, repudia sua mediação, rejeita a sua expiação, nega e não reconhece o seu evangelho, desaprova a sua religião e igreja, ignora o Espírito Santo, e estabelece para si mesma a sua definição de deus, colocando o G:.A:.D:.U:. - o deus "genérico" como o verdadeiro deus, excluindo deliberadamente o único e verdadeiro DEUS.
A Bíblia ensina claramente que Jesus Cristo é Deus:
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós..."(Jo 1:1, 14). Ver também: Tt 2:13; 10:30,33,38; 14:9,11; 20:28; Rm 9:5; Cl 1:15; 2:9; Fp 2:6; Hb 1:3; 2 Co 5:19; 1 Pe 1:2; 1 Jo 5:2; Is 9:6.
Todos esses ensinamentos sobre Jesus na Bíblia provam que a maçonaria está errada naquilo que ensina a respeito dEle. Como pode então o cristão que afirma crer em Jesus como seu Salvador continuar aceitando a religião falsa (maçonaria) que nega seu Senhor? O próprio Jesus não disse: "por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? (Lc 6:46). O próprio Jesus advertiu: "Mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus" (Mt 10:33). Ele também disse: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mt 7:21).


O PLANO DE SALVAÇÃO DA MAÇONARIA

A maçonaria ensina que a salvação e a morada na "Loja Celestial" pode ser obtida mediante as boas obras praticadas pelos maçons.
Através de vários símbolos, ensina a maçonaria uma doutrina de "salvação por obras". O candidato maçônico é repetidamente informado de que Deus será gracioso e recompensará aqueles que edificarem o seu caráter e fizerem boas obras.
Em todos os rituais a maçonaria mostra como alcançar o céu. Ensinam isto mediante o uso do avental de "aprendiz" que traduz pureza, vida e conduta. O Landmark nº 20 declara que de cada maçom "é exigida a crença em uma vida futura". A imortalidade da alma é uma das doutrinas mais importantes da confraria. Através de todos os seus escritos, eles dizem que estão ensinando a imortalidade da alma ao maçom, mais a palavra de Deus nos diz que a única maneira de ter vida eterna é através da Pessoa de Jesus Cristo. Nenhum ritual maçônico jamais indicou que Jesus é o caminho da Salvação. "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (JO 14:6). Disse Pedro a respeito de Cristo: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (AT 4:12).
O conceito maçônico de salvação é aquele que a Bíblia chama de "outro evangelho". Ele é tão contrário ao caminho da salvação de Deus que a Escritura o colocou sob a maldição divina:
"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;" "O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo." "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (GL 1:6 a 8).
A salvação vem unicamente pela graça de Deus e não por qualquer coisa que a pessoa possa fazer para ganhar o favor de Deus, ou pela sua retidão pessoal. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". (Ef 2:8 e 9).
Para os que se dizem cristãos, e participam da maçonaria !
Séculos atrás, o profeta Elias desafiou o povo de Deus que havia abandonado o Deus verdadeiro e caído no triste pecado da idolatria. Ele os advertiu: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se á Baal, segui-o" (1 Rs 18:21). Esta pergunta continua verdadeira para os cristãos maçons de hoje. Siga a Deus ou siga a maçonaria.

Com carinho,

Pastor Bruno Monteiro.
Igreja Metodista Betesda



Fonte: Widesoft

Contra a música.

Por Greg Gilbert

Greg Gilbert
Eu acho que o meio evangélico inteiro deveria suspender todo tipo de música instrumental, e apenas recitar salmos em seus cultos de adoração – pelos próximos dez anos*.
Desde que me tornei presbítero em uma igreja local, me assusto com o quanto muitos cristãos são dependentes de certo estilo musical, ou de certo nível de excelência na música. Quantas vezes você ouviu alguém dizer, por exemplo, “eu não consigo louvar naquela igreja”? Ou “eu simplesmente não me sinto conectado a Deus ali”.
É claro que pode ter alguma coisa errada acontecendo lá, mas acho que muitas vezes, se você espremer declarações como essas, o que encontra por trás de tudo não é muito diferente de “eu não gosto da música dali”. Pessoas não expressam dessa maneira clara, provavelmente porque se você fizer isto, parecerá ridículo. Mas penso que isso é o que muitos querem dizer quando dizem: “eu não consigo adorar ali”. A realidade é que um piano armário sozinho simplesmente não consegue fisgar suas emoções tanto quanto uma banda completa. Eles não conseguem aquele “sentimento transcedente”, então ficam desencorajados e terminam dizendo que “não conseguem adorar”.
Eu me pergunto se todo aquele fenômeno da “excelência na música de louvor e adoração” que vimos nos últimos anos – apesar de todo bem que tem feito – também não gerou uns efeitos inesperados nos jovens cristãos. Me pergunto se não criou uma geração de místicos funcionais, que medem seu relacionamento com Deus por experiências emocionais, ao invés da realidade objetiva da redenção.
Quando eu era um aluno do ensino médio, fui em algumas poucas conferências Passion, quando elas  eram realizadas no Texas. Foram experiências formativas e maravilhosas para mim. John Piper me “reformou” em um sermão bombástico em Romanos 3, e isso – de uma forma ou de outra – moldou a trajetória da minha vida desde então. E a música era excelente – verdadeiramente maravilhosa em todos os sentidos. Nós cantávamos alto, com as mãos para cima, os olhos fechados e cheios de lágrimas algumas vezes, e acredito que adorei a Deus durante tudo isso.
Mas então voltei para New Haven, Connecticut. As equipes de louvor se foram, eu não tinha o grupo de pessoas que tinha me acompanhado e compartilhado aquela experiência, e as igrejas tinham um piano e trinta pessoas cantando hinos de Isaac Watts. Isso me forçou a aprender como soltar fogos de adoração com verdades e palavras, e não apenas com música excelente. Eu aprendi como ser influenciado emocionalmente pelas palavras excelentes dos hinos, quer eles fossem tocados e cantados “excelentemente” ou não.
"Sentindo se perto de Deus"
Existe uma geração inteira de jovens lá fora, agora, que não são emocionalmente influenciadas pelas palavras, cujos fogos só são disparados quando essas palavras são acompanhadas por grandes ritmos, instrumental habilidoso, e um certo clima familiar que tipicamente acompanha o “louvor-e-adoração” cristão. E o resultado disso é que você vê jovens pulando de igreja em igreja pela cidade, e um dos critérios principais para a compra é “a adoração”, embora muito frequentemente eles queiram dizer “a música”. Você tem jovens cristãos se sentindo desencorajados porque – a despeito do fato de que  eles estão sob a pregação fiel da Palavra domingo após domingo – dizem que não se “sentem próximos de Deus” há muito tempo. Talvez haja alguma coisa importante acontecendo aqui. Mas também existe uma boa chance, eu diria, de que eles apenas não tiveram uma boa dose de endorfina desde o último congresso em que estiveram.
Estou realmente preocupado que tenhamos criado uma geração de cristãos anêmicos, que são espiritualmente dependentes de música excelente. Seu senso de bem-estar espiritual é baseado em sentir-se “perto de Deus”, seu sentir-se próximo a Deus é baseado em sua “capacidade de adorar”, e ser capaz de adorar depende de grandes multidões cantando ótima música.
Para piorar, pense em quantas brigas e divisões em igrejas estão enraizadas em discordâncias sobre música. Pessoas deixam as igrejas porque não gostam da música. Cristãos que acreditam exatamente nas mesmas coisas sobre Jesus adoram em prédios vizinhos porque não podem aceitar o estilo musical do outro. Igrejas se dividem porque uma facção quer música “contemporânea” e outra quer música “tradicional”. A questão não diz respeito às palavras; diz respeito a como as palavras são cantadas, e com que instrumentos. Isso até tem seu próprio nome – “os conflitos de adoração”¹, que quando traduzido com um pouco de honestidade, significa realmente “os conflitos de música”.
O ponto decisivo, suponho, é que cada cristão deveria fazer uma busca honesta em seu coração sobre o que o faz se sentir “perto de Deus”. Você pode se sentir próximo de Deus só por ler ou dizer as palavras “Em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto”? Você seria capaz de participar de uma igreja que é ótima em tudo, exceto na música? Se não, você provavelmente precisa pensar um pouco se sua vida espiritual é dependente de algo da qual ela não deveria ser dependente.
Algumas questões
Pensei em oferecer algumas poucas questões que nos ajudariam a considerar se permitimos que nossos corações se tornassem muito dependentes da música para nossa sensação de bem-estar espiritual. Por favor, não trate isso como um teste da Capricho ou algo assim. Eles não são um checklist; não tem uma pontuação no fim. Todas as questões nem mesmo são necessariamente direcionadas a todas as pessoas; nem todas serão úteis a você. Algumas são direcionadas para pessoas que particularmente não gostam da música em suas igrejas. Outras para pessoas que amam a música que ouvem na igreja toda semana. Essas questões também não pretendem ser exaustivas; elas não tratam disso sob todos os ângulos concebíveis. São apenas algumas poucas questões que, espero, talvez ajudem você a pensar. Talvez você tenha outras que te ajudem a checar seu próprio coração.
Uma última coisa: novamente, não estou desejando aqui uma vida cristã sem música, ou uma vida cristã com menos música, ou mais tranquila, ou mais simples. Eu amo música; acredito que fomos criados como seres musicais. Na verdade, se fosse forçado a escolher, pessoalmente, preferiria música contemporânea a outro estilo. Bob Kauflin e o ministério Sovereign Grace, por exemplo, estão fazendo algumas das músicas mais maravilhosas, que honram a Deus e exaltam Cristo, disponíveis hoje, e gosto de ouvir e cantar suas canções, seja em minha igreja, em algum outro evento, ou mesmo repetidamente em meu iPod.

Portanto, eu acho que a música é uma coisa boa, até uma coisa ótima. Mas, tudo que é bom nesse mundo pode e será mal utilizado por seres humanos pecadores. E acredito que é algo que merece reflexão entre os cristãos quando se trata de música. Minha esperança é que essas questões, e os pensamentos que elas provocam em você, te ajudarão a guardar sua vida espiritual de se tornar perigosamente dependente de algo do qual você não deveria ser dependente. Espero que elas sejam úteis a você:
  1. Você fica entediado quando alguém lê uma longa passagem da Escritura em sua igreja? Você começa a desejar que eles cheguem logo na música?
  2. Você precisa de música tocando ao fundo para que a leitura da Escritura afete suas emoções?
  3. Uma oração parece muito “simples” ou “seca” para você, se não tem música tocando por trás dela?
  4. Você se sente deprimido algumas semanas depois de uma conferência de louvor porque você não se sente próximo de Deus há muito tempo?
  5. Você desesperadamente aguarda a próxima conferência porque você sabe que, finalmente, conseguirá se sentir próximo de Deus novamente?
  6. Se você pertence a uma grande igreja com ótima música, você é capaz de adorar quando visita seus parentes numa pequena igreja rural?
  7. Você já se sentiu adorando no meio da semana, no trabalho, na escola, etc. só porque pensou sobre Deus e sua graça? Ou isso só acontece quando a música está tocando?
  8. Você tende a se sentir mais próximo de Deus quando está sozinho com seu iPod que quando está reunido com o povo de Deus em sua igreja?
  9. Você se sente como se simplesmente não pudesse se conectar com outros crentes que não tiveram as mesmas “experiências de adoração” que você teve? Você só consegue se conectar com outros crentes que “sabem o que é realmente adorar”?
  10. Sua sensação de bem-estar espiritual é baseada mais em sentir-se próximo de Deus, ou saber que você está próximo de Deus por causa de Jesus Cristo?
* Eu estou brincando com o título desse post e a suspensão da música, é claro. A Bíblia nos diz para cantar. Deus nos deu a música precisamente porque afeta nossos corações e emoções, e isso é algo bom. Mas tudo o que é bom pode e será mal utilizado por seres humanos pecadores. Meu sentimento é que a “música excelente” se tornou um tipo de ídolo. Não, nós não adoramos isso. Mas muitas pessoas precisam disso para adorar, e isso pode ser bem ruim. Música é parte de nossas vidas como seres humanos; em certo sentido, seremos sempre dependentes dela. Mas como vejo, existe ampla evidência lá fora que sugere que, para muitos cristãos, a dependência se tornou perigosa.
¹ Nota do tradutor: O termo no inglês é Worship Wars. Acredito que não temos um termo no Brasil para esse tipo de conflito dentro da igreja, mas se alguém souber, me avise! :-)
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Esse post é formado por dois textos: esse e esse
Fonte: iPródigo

Um novo modismo evangélico?

Por Ricardo Gondim

Eu estava no culto em que um pastor alardeou que obturações de ouro seriam dadas por Deus. Em instantes, as pessoas passaram a examinar umas às outras e, pasmas, choravam afirmando que muitos dentes estavam divinamente restaurados. Presenciei um evangelista norte- americano soprando — pretensamente como Jesus fez em seu ministério — e pessoas sendo jogadas no chão. Assustei-me com a trivialidade com que alguns pastores relataram seus encontros com anjos. Estupefato, ouvi um novo modo de orar entre os evangélicos: as preces agora vinham entrecortadas com ordens exorcizando demônios. Inquietei-me com uma geração de evangélicos amedrontados com maldições e pragas. Imperativos que “amarravam” demônios deixaram-me desassossegado. 



A igreja evangélica brasileira é muito frágil teologicamente. Por isso sofre com os mais diversos modismos. Lembro-me que, em um congresso para líderes, fui desafiado a falar sobre qual seria a próxima moda que varreria a igreja nacional. Recordo-me que comecei minha palestra afirmando que, em primeiro lugar, seria necessário entender como as forças do mercado agem na elaboração teológica. Assim, qualquer movimento vindo do exterior e que tenha sido bem sucedido lá será copiado aqui. As lideranças evangélicas querem achar o método que alavancará suas comunidades. Se uma determinada estratégia mostra-se eficaz no exterior, aqui dificilmente se questionará a teologia que a alicerça. Em segundo lugar, o brasileiro é culturalmente místico. Tendemos a aceitar acriticamente propostas teológicas que promovam experiências sobrenaturais. O brasileiro sente fascínio pelo mistério e pela magia. Afirmei também que, copiando o mundo pós-moderno, a igreja busca estratégias de resultados imediatos. 

Acredito que os modismos não podem ser detectados com antecedência. Mas qualquer que seja a próxima onda, a igreja precisa estabelecer alguns princípios. Eles ajudarão para que não se embarque em novidades sem discernimento crítico. 

[A teologia da cruz] 
Preocupado com possíveis acréscimos à cruz, Paulo escreveu aos gálatas. Os fariseus convertidos queriam que, além da doutrina da redenção, se acrescentassem alguns preceitos essenciais ao judaísmo, como a circuncisão. Sua carta procura enaltecer a suficiência do sacrifício de Cristo. Ele acredita que qualquer acréscimo à expiação de Cristo não apenas enfraquece as bases do cristianismo, como as anula: “Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Logo está desfeito o escândalo da cruz” (Gl 5.11). 

Não seriam os movimentos de “cura interior” que se alastram nas igrejas evangélicas um enfraquecimento da doutrina do novo nascimento? Recebi de um leitor do Ultimato um formulário de quatorze páginas para um seminário de cura interior ministrado em várias igrejas pelo Brasil. O seminário é para cristãos que ainda carregam seqüelas de pecados do passado. A pessoa passa por uma longa sabatina, revolvendo toda a sua vida à procura de aberturas espirituais no passado que ainda tragam maldições no presente. Buscam ser exaustivos e chegam às raias da paranóia. Indagam se a pessoa comeu cocada no dia em que se celebra Cosme e Damião, se seus avós freqüentaram reuniões de cultos afro-brasileiros. Querem saber se a pessoa sonha freqüentemente com negros, como sinal de perturbação espiritual — um flagrante preconceito que fere até mesmo a Constituição. Há encontros em que se praticam regressões até a vida intra-uterina. Pede-se que se visualize o espermatozóide do pai encontrando-se com o óvulo da mãe e que sejam detectados sinais de maldição que tenham desdobramentos em sua vida presente. 

Ainda que escolas da psicologia advoguem a regressão como técnica terapêutica, ela é inaceitável como prática espiritual. Não há como negar que uma pessoa convertida ainda possa carregar seqüelas emocionais, traumas psicológicos e até desequilíbrios psíquicos. Entretanto, é inadmissível que um cristão nascido de novo ainda necessite “quebrar” maldições de sua vida passada. A Bíblia contém vários textos que afirmam o contrário: “Não vos lembreis das cousas passadas, nem considereis as antigas... Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e de teus pecados não me lembro” (Is 43.18, 25); “Pois perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34); “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36); “E assim, se alguém está Cristo, é nova criatura, as cousas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17); “Mas, uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14). Sessões de “cura interior” são inócuas para preservar qualquer pessoa espiritualmente, danosas para a gestação de autênticos discípulos e um horror como cura psicológica. Alguém que se submete a uma sessão de “cura interior” corre o risco de entrar em uma paranóia espiritual e descobrir que continua sofrendo com seus traumas psicológicos. Conseqüentemente, pode facilmente se desesperar, pois foi-lhe prometido que Deus a curaria instantaneamente. 

[O evangelho antropocêntrico] 
Desde a modernidade, e com o apogeu do iluminismo, homens e mulheres subiram em um pedestal. O mundo ocidental acredita que merecemos ser felizes e devemos buscar todos os meios que nos tornem plenos, inclusive Deus. Por isso, aprendemos um conceito religioso egoísta. Entendemos como evangelho o anúncio de um Deus que nos faça bem, que esteja ao nosso dispor. Assim, nossas preces se resumem a pedidos. Queremos que nosso louvor seja agradável a nós mesmos. Compreendemos a conversão como mera descoberta que nos tornou mais felizes. Hoje, muitos evangélicos “reivindicam” direitos e “decretam” bênçãos. Recentemente, vi um adesivo no carro de um crente que pedia: “Dê uma chance para Deus”. Quem será que necessita de uma chance? Deus ou os homens e mulheres que se rebelaram contra Ele, que é amoroso e bom? Estarrecido, soube que há encontros evangélicos em que as pessoas aprendem a “liberar” perdão para Deus. É o cúmulo! Inverteram-se os papéis. Deus agora precisa ser perdoado? Urge voltar ao anúncio do reino em que Ele é Senhor soberano e amorosamente estende sua graça a todos. 

[Atalhos] 
Tanto as forças do mercado como a tecnologia pós-moderna condicionam esta geração ao imediatismo. Acredita-se que tudo pode ser resolvido no estalar de dedos. As propagandas na televisão conseguem solucionar os problemas de limpeza de uma casa, garantem seguro médico, prometem férias felizes, dão-nos prestígio. Tudo em 30 segundos. Buscamos também resolver nossos dilemas espirituais nos rápidos momentos de um culto. 
Infantilmente acreditamos que bastam alguns momentos de êxtase espiritual para subirmos os penosos degraus da maturidade cristã. Paulo admitiu que necessitava mais do que surtos de adrenalina espiritual: “mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27). Não há atalhos na escola de Deus. Nada substitui o discipulado. Nenhum método suplantaria a igreja como comunidade terapêutica. Experimentamos a grandeza de Deus cotidianamente tanto nas amargas derrotas como nos felizes triunfos. Dia a dia aprende-se a sua fidelidade. Devemos olhar com cautela ministérios que prometem a transformação de imaturos em líderes capazes, em um simples final de semana. É potencialmente desastroso montar uma estrutura eclesiástica em técnicas tão velozes. 

Os modismos são sinais dos tempos. Para não sermos levados por todo vento de doutrina, portemo-nos como os bereanos, conferindo com as Escrituras todas as novidades que surgem no cenário religioso. Acreditemos que passarão os céus e a terra, e só permanecerão aqueles que cumprem a Palavra de Deus. 

Soli Deo Gloria. 

* Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda, em São Paulo, e presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos




Fonte: indicação do meu pai (Gilmar) e publicado em vários sites.

Olha o Reteté [1]

E não é que a criançada tá aprendendo direitinho?
E a responsabilidade é de quem? De nós, os ADULTOS!
Tudo o que fazemos elas aprendem! Pode ter certeza!
Não esqueçamos jamais da responsabilidade que temos na criação e no ensino das crianças!







Uma observação: no meio do vídeo a menina de rosa dá uma arrumada no cabelo, e no fim o garoto de amarelo vai pro chão bem devagarzinho pra não machucar! Uma pena. Inclusive dos pais infelizes que deixaram isso acontecer.


Deus tenha misericórdia.

Cair no Espírito é bíblico?

Por Claunionor Corrêa de Andrade - Revista Defesa da Fé

Introdução

Em 1923, o missionário sueco Gunnar Vingren, um dos fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, fora informado de que um certo movimento pentecostal começava a alastrar-se por Santa Catarina. Sem perda de tempo, Vingren deixou Belém do Pará, berço do pentecostalismo brasileiro, e embarcou para o Sul. No endereço indicado, veio ele a constatar: “Não se tratava de pentecostes, mas de feitiçaria e baixo espiritismo”.

Embora fervoroso pentecostal, Gunnar Vingren não se deixou embair pelo emocionalismo nem pelas aparências. Ele sabia que nem tudo o que é místico, é espiritual; pode brilhar, mas não é avivamento. O misticismo manifesta-se também em rebeldias e mentiras. Haja vista as seitas proféticas e messiânicas.

Teve o nosso pioneiro, como precavido condutor de ovelhas, suficiente discernimento para não aceitar aquele arremedo de pentecostes. Fosse um desses teólogos que colocam a experiência acima da Bíblia Sagrada, o pentecostalismo autêntico jamais teria saído do nascedouro.

Entre as manifestações presenciadas por Gunnar Vingren, achava-se o “cair no poder” que, já naquela época, era conhecido também como “arrebatamento de espírito”. À primeira vista, impressionava; fazia espécie. Não resistia, contudo, ao mínimo confronto com as Escrituras. E nada tinha a ver com as experiências semelhantes que se acham nas páginas da Bíblia.

Irreverente e apócrifo, esse misticismo não se limitou à geração de Vingren. Continua a assaltar a Igreja de Cristo com demonstrações cada vez mais peregrinas e contraditórias. O seu alvo? Levar a confusão ao povo de Deus. No combate a tais coisas, haveremos de ser enérgicos, sábios e convincentes. Mas sempre equilibrados. Através da Bíblia, temos a obrigação de mostrar a pureza e a essência de nossa crença, e a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).

Neste artigo, detenhamo-nos no fenômeno do “cair no Espírito”. Até que ponto há de ser aceito? Como lhe aferir a legitimidade? É realmente indispensável ao crescimento da vida cristã? Vejamos, a seguir, como esse movimento ganhou notoriedade em nossos dias.





I - O Que é o “Cair no Espírito”?

Embora não seja alguma novidade, o “cair no Espírito”, como vem sendo caracterizado, começou a ganhar notoriedade a partir de 1994. Neste ano, a Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto, no Canadá, passou a ser visitada por milhares de crentes - todos à procura de uma bênção especial. Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a Igreja do Aeroporto, como hoje é conhecida, granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seus cultos.

Dizendo-se cheios do Espírito, os freqüentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável; alguns chegavam a rolar pelo chão. Justificando essa bizarria, alegavam tratar-se de santa gargalhada. Ou gargalhada santa? Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões; balindo, como carneiros; ou gritando, como guerreiros. E ainda outros “caíam no Espírito”.

À primeira vista, tais manifestações impressionam.

Impressionam apesar de não contarem com o necessário respaldo bíblico. Entretanto, não podemos nos deixar arrastar pelas aparências nem pelo exotismo desses “fenômenos”. Temos de posicionar-nos segundo a Bíblia que, não obstante os modismos e ondas, continua a ser a nossa única regra de fé e conduta.


II - O Cair no Espírito na Bíblia

Nas Sagradas Escrituras, o cair no Espírito não chega a ser um fenômeno; é mais uma reação reverente diante do sobrenatural. Registra-se apenas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, 11 casos de pessoas que caíram prostradas, com o rosto em terra, em sinal de adoração a Deus. E tais casos não se constituem num histórico; são episódicos isolados. Não têm foro de doutrina, nem argumentos para se alicerçar um costume, nem para se reivindicar uma liturgia; não podem sacramentar alguma prática. Afinal, reação é reação; apesar de semelhantes, diferem entre si. Como hão de fundamentar dogmas de fé?

Verifiquemos, pois, em que circunstâncias deram-se os diversos casos de cair por terra nos relatos bíblicos.

1. A força de uma visão nitidamente celestial

As visões, na Bíblia, tinham uma força impressionante. Agitavam, enfraqueciam e até deitavam por terra homens santos de Deus. Que o diga Daniel. Já encerrando o seu livro, o profeta registra esta formidável experiência: “Fiquei, pois, eu só e vi esta grande visão, e não ficou força em mim; e transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e ouvindo a voz das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, profundamente adormecido” (Dn 10.8,9).

Em sua primeira visão, Ezequiel também se assusta com o que vê. Ele se apavora: “Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí sobre o meu rosto” (Ez 1.28). Sem liturgia, ou intervenção humana, o profeta prostra-se todo. E quem não haveria de se prosternar? Mesmo o mais forte dos homens, não se agüentaria diante de tamanho poder e glória. Recurvar-se-ia; lançar-se-ia com o rosto em terra.

Mais tarde, encontraremos Ezequiel noutro caso de prostração: “E levantei-me e saí ao vale, e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez 3.23). Quem não cairia ante as singularidades da glória de Deus? Quem a resistiria? 

Já no final de seus arcanos, Ezequiel vê-se constrangido a comportar-se de igual maneira: “E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez 43.3).

Nesses casos, as visões divinas foram tão fortes que levaram tanto Ezequiel como Daniel a caírem por terra. Noutras ocasiões, porém, a ocorrência de visões, igualmente poderosas, não provocou alguma prostração. Haja vista o caso de Isaías. Embora se mostrasse aterrorizado e compungido com a visão do trono divino, não se menciona ter o profeta caído por terra. Isto significa que as experiências, embora semelhantes, possuem suas particularidades e idiossincrasias. Isto é: cada experiência, ou encontro com Deus, é única. Seria tolice pretender repeti-las para que a sua repetição adquirisse foros de doutrina.

2. O impacto de um encontro com Deus

Além das visões, certos encontros com Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento, levaram à prostração. Mencione-se, por exemplo, o que aconteceu a Saulo no caminho de Damasco. O encontro com Jesus foi tão formidável, que forçou o implacável perseguidor a cair por terra, e a reconhecer a autoridade e a soberania do Filho de Deus: “E caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4).

Como nos casos anteriores, nada havia sido programado. Saulo foi levado a recurvar-se em virtude da sublimidade do Senhor Jesus. Noutras ocasiões, porém, os encontros com Deus deram-se de maneira suave. A entrevista de Natanael com Jesus é um exemplo bastante típico dessa suavidade tão santa. O que também dizer do encontro de Gideão com o anjo do Senhor? Ou do encontro de Jeremias com Jeová? Este encontro veio na medida certa; veio de acordo com o caráter suave e melancólico do profeta. Mas tivesse Jeremias o temperamento colérico de Paulo, certamente o Senhor teria agido com impacto para que o vaso fosse quebrado e moldado conforme a sua vontade. Como se vê, as experiências variam de acordo com as circunstâncias e a personalidade das pessoas envolvidas no plano de Deus. 

3. Diante da autoridade de Cristo

A autoridade do nome de Cristo é mais que suficiente para fazer com que todos os joelhos dobrem-se diante de si. Aliás, chegará o momento em que todos os seres, quer nos céus, quer na terra, quer sob a terra, hão de se curvar diante da infinita grandeza do nome do Senhor Jesus: “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9,10). 

Na noite de sua paixão, o Senhor demonstrou quão grande era a sua autoridade: “Quando, pois, (Jesus) lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra” (Jo 18.6). Ao contrário dos casos anteriores, nessa passagem quem cai por terra são os ímpios. Recurvam-se estes não em sinal de reverência a Deus, mas em razão da autoridade e soberania irresistíveis de Cristo.

Caso semelhante ocorreu com Ananias e Safira. Ambos caíram por terra em decorrência de sua iniqüidade: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram” (At 5.3-5).

Casos como esses não são raros. Em nossos dias, muitos são os ímpios que, por se levantarem contra os escolhidos do Senhor, caem por terra e, às vezes, fulminados.

Noutras ocasiões, porém, o Senhor revelou-se de maneira tão suave, que se faz homem diante dos homens. Que encontro mais doce do que aquele que se deu junto ao poço de Jacó? O Senhor revela-se de maneira surpreendentemente afável à mulher samaritana. E a experiência de Nicodemos? Ou a de Zaqueu? 


III - Como os Legítimos Representantes de Deus Portaram-se Quando Alguém Caía por Terra?

Ao contrário dos que hoje portam-se como deuses diante de virtuais casos de prostração, os apóstolos de Cristo jamais aceitaram tal deferência. Em todas as instâncias, procuravam sempre glorificar ao nome do Senhor. Em casos semelhantes, até os mesmos anjos agiram com reconhecida e santa modéstia. 

Tendo Pedro chegado à casa de Cornélio, a primeira reação deste foi cair de joelhos diante do apóstolo. “Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que também sou homem” (At 10.25,26). O que fariam os astros do evangelismo dos dias atuais? Humilhar-se-iam como o apóstolo? Ou usariam o evento para incrementar o seu marketing pessoal?

Mesmo um poderoso anjo não se aproveitou da ocasião para atrair a si as glórias devidas somente a Deus. O relato é de João: “Prostrei-me aos seus pés para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Ap 22.8,9).

O anjo bem sabia que o apóstolo prostrara-se aos seus pés por uma circunstância bastante especifica: não há ser humano que não se extasie diante do sobrenatural. A aparição de um ente celestial sempre perturbou os pobres mortais. Nos dias dos juízes, acreditava-se que a visão de um anjo significava morte certa. Por isso, a primeira reação de uma pessoa ao ver um anjo era curvar-se diante do ser angelical. Quem poderia resistir a tanta glória?

Os anjos, porém, recusavam tal deferência. Houve ocasiões em que o anjo do Senhor aceitou elevadas honrarias. Como conciliar tais questões? No Antigo Testamento, sempre que isso ocorria, era devido a presença de um ser especial, que alguns teólogos não vacilam em apontar como a pré-encarnação de Cristo. De uma forma ou de outra, os anjos eram santos o suficiente para agirem com modéstia e humildade, tributando a Deus todo poder e toda a glória.

Que esta também seja a nossa postura! Quando, por alguma circunstância, alguém cair a nossos pés, levantemo-lo para que tribute a Deus, e somente a Deus, toda a honra e toda a glória. E jamais, sob hipótese alguma, induzamos alguém a prostrar-se com o rosto em terra, pois isto contraria a ética e a postura que o homem de Deus deve ter. 


IV - Nas Efusões do Espírito Santo de Atos dos Apóstolos Houve Casos de Prostração?

Na ânsia por justificar o cair por terra que, como já dissemos tem de ser visto como episódio e não como histórico, muitos teólogos chegam a colocar tal reação como se fora uma das evidências da plenitude do Espírito Santo. Que pode haver prostração quando da efusão do Espírito, não o negamos. Pode haver, mas não tem de haver necessariamente, nem precisa haver para que se configure o derramamento do Espírito Santo. A prostração não pode ser vista como evidência, mas como uma reação ocasional e esporádica.

Nos diversos casos de efusão do Espírito Santo, nos Atos dos Apóstolos, não se observou algum caso de prostração. No dia de Pentecoste, segundo no-lo notifica o minucioso e detalhista Lucas, estavam todos assentados no cenáculo (At 2.2). Na casa de Cornélio, onde o Espírito foi derramado pela primeira vez sobre os gentios, também não se observou o cair por terra (At 10.44-47). Entre os discípulos de Éfeso também não se registrou alguma prostração (At 19.6).

Em todos esses casos, porém, a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo fez-se presente. Conclui-se, pois, que não se deve confundir evidência com reação. A evidência é a mesma em todos os que recebem a plenitude do Espírito Santo. A reação, todavia, varia de pessoa para pessoa.

Mesmo quando o lugar santo tremeu, não se observou caso algum de prostração (At 4.31). Poderia ter havido? Sim! Mas não necessariamente. 


Conclusões

Daquilo que até agora vimos acerca do “cair no Espírito”, podemos tirar as seguintes conclusões, tendo sempre como base as Sagradas Escrituras:

1. Não se pode realçar a experiência, nem guindá-la a uma posição superior à da Palavra de Deus. A experiência é importante, mas varia de pessoa para pessoa; cada experiência é uma experiência; tem suas particularidades. A experiência tem de estar submissa à doutrina, e não há de modificar, por mais extraordinária que seja, nenhum artigo de fé.

2. O cair por terra não pode ser visto nem como evidência da plenitude do Espírito Santo, nem como sinal de uma vida consagrada. A evidência do batismo no Espírito Santo são as línguas estranhas; e a vida consagrada tem como característica o fruto do Espírito. O cair por terra pode ser admitido, no máximo, como reação esporádica de alguma visitação dos céus. Se provocado, ou repetido, deixa de ser reação para tornar-se liturgia. 

3. Caso ocorra alguma prostração, deve-se fazer as seguintes perguntas: 1) Qual a sua procedência? 2) Teve como objetivo promover o homem ou glorificar a Deus? 3) Foi usada para catalisar a atenção dos presentes? 4) Foi provocada por sopros, toques ou por algum objeto lançado no auditório? 5) Houve sugestão coletiva? 6) Prejudicou a boa ordem e a decência da igreja? 7) Conta com o respaldo bíblico suficiente? 8) Tornou-se o centro do culto? 

4. Devemos estar sempre atentos, pois o adversário também opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos: “Surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24).

5. Nos diversos exemplos de prostração que fomos buscar na Bíblia, observamos o seguinte: Os personagens que se prostraram, ou foram prostrados, em virtude de alguma experiência sobrenatural, caíram para frente, e não para trás, como está ocorrendo hoje em algumas igrejas. Não era algo programado, nem ministro algum induzira-os a cair. Ou seja: ninguém precisou soprar neles ou neles tocar para que caíssem. Tais modismos têm levado a irreverência e a bizarria ao seio do povo de Deus. Há alguns que se tornaram tão ousados que jogam até os seus paletós a fim de provocar prostrações coletivas. Isto é um absurdo! É antibíblico!

6. Os casos de prostração narrados na Bíblia deram-se em virtude da reverência e temor que os já citados personagens sentiram ao presenciar a glória divina. No Novo Testamento, o termo usado para prostração é pesotes prosekinsan que, no original, significa: cair por terra em sinal de devoção. Em Apocalipse 5.14, a expressão grega aparece para mostrar os anciãos prostrados aos pés do Cristo glorificado.

7. Voltemos à questão. Pode acontecer prostração numa reunião evangélica? Pode! Mas não tem de acontecer necessariamente; pode, mas não precisa acontecer, nem ser provocada. Caso aconteça, deve ser encarada como reação e não como fato doutrinário. John e Charles Wesley, por exemplo, experimentaram um poderoso avivamento, mas jamais elevaram suas experiências à categoria de doutrina. As heresias nascem quando se supervaloriza a experiência em detrimento da doutrina. Não podemos nos esquecer de que algumas das mais notáveis heresias deste século, como a Igreja Só Jesus, nasceu em pleno período de avivamento.

8. De uma certa forma, todo avivamento provoca extremismos. Cabe-nos, porém, buscar o equilíbrio tão necessário à Igreja de Cristo. Era o que ocorria em Corinto. Não resta dúvida de que os irmãos daquela comunidade cristã haviam recebido uma forte visitação dos céus. Todavia, tiveram de ser doutrinados e disciplinados. A esses irmãos, escreveu Paulo: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.32,33). 

Finalmente, jamais devemos abandonar a Bíblia. Ênfases, como o cair no Espírito, hão de surgir sempre. Não devemos nos impressionar com elas; tratemo-las com o devido equilíbrio. Pois o equilíbrio bíblico e teológico há de manter a igreja de Cristo em permanente avivamento. E o verdadeiro avivamento não extingue o Espírito, mas sabe como evitar os excessos.


Tudo o que eu quiser o cara lá de cima vai me dar!

Por Pr. Renato Vargens.


Essa frase acabou de ser dita pela Xuxa no twitter!


Engraçado que ao ler a expressão “xuxiana” fui tomado pela impressão de que alguns evangélicos pensam igualzinho a rainha dos baixinhos, isto porque, bastam determinar a bênção que o “cara lá de cima” atende.




Pois é, a prática do decreto e da oração determinista infelizmente se tornaram comuns ao meio evangélico. Na verdade, em boa parte dos templos chamados cristãos é absolutamente normal vermos ou ouvirmos pessoas determinando a benção em nome de Jesus. Os defensores deste tipo de oração fundamentam seus comportamentos no evangelho de João, capítulo 14, verso 13, afirmando que o termo usado como pedir foi mal traduzido, isto porque, segundo estes, a palavra no original jamais teve a idéia de pedir alguma coisa, e sim de determinar algo.


Entretanto, ao contrário do que tais profetas afirmam, o texto grego aponta efetivamente para alguém que pede, sem contudo exigir o cumprimento daquilo que deseja. Ora, onde já se viu um filho determinar o que quer que o pai faça? Ou, de modo semelhante um servo ordenar o que deve ser feito ao seu senhor?


O filho é submisso ao pai e o servo é submisso ao seu senhor. Se Deus é nosso Pai, então devemos honrá-lo como tal. Se ele é nosso Senhor, então a nossa postura deve ser de servos. Infelizmente, boa parte das mensagens pregadas pelos pastores brasileiros nos apontam o quão despreparados estão nossos ministros. Suas mensagens são rasas, sem substância, empobrecidas teologicamente, cheia de modismos, unções, decretos, e determinismos os quais tem reverberado vergonhosamente em todo território nacional.


Como já escrevi anteriormente confesso que não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não tolero mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus, não suporto ouvir a respeito do aparecimento das mais diversas unções em nossos arraiais; isso sem falar da hieraquirzação do reino, onde apóstolos, paipóstolos, príncipes e reis, têm oprimido substancialmente o povo do Senhor com doutrinas absolutamente anti-bíblicas.


Amados irmãos não dá pra vivermos a vida cristã de profecia em profecia, de decreto em decreto. Mais do que nunca, essa é a hora de regressarmos à Palavra de Deus, de redescobrirmos os seus preciosos tesouros, de fazermos das sagradas letras nossa referência de fé e de comportamento.


Que Deus nos ajude, e tenha misericórdia de seu povo!




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