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Um novo modismo evangélico?

Por Ricardo Gondim

Eu estava no culto em que um pastor alardeou que obturações de ouro seriam dadas por Deus. Em instantes, as pessoas passaram a examinar umas às outras e, pasmas, choravam afirmando que muitos dentes estavam divinamente restaurados. Presenciei um evangelista norte- americano soprando — pretensamente como Jesus fez em seu ministério — e pessoas sendo jogadas no chão. Assustei-me com a trivialidade com que alguns pastores relataram seus encontros com anjos. Estupefato, ouvi um novo modo de orar entre os evangélicos: as preces agora vinham entrecortadas com ordens exorcizando demônios. Inquietei-me com uma geração de evangélicos amedrontados com maldições e pragas. Imperativos que “amarravam” demônios deixaram-me desassossegado. 



A igreja evangélica brasileira é muito frágil teologicamente. Por isso sofre com os mais diversos modismos. Lembro-me que, em um congresso para líderes, fui desafiado a falar sobre qual seria a próxima moda que varreria a igreja nacional. Recordo-me que comecei minha palestra afirmando que, em primeiro lugar, seria necessário entender como as forças do mercado agem na elaboração teológica. Assim, qualquer movimento vindo do exterior e que tenha sido bem sucedido lá será copiado aqui. As lideranças evangélicas querem achar o método que alavancará suas comunidades. Se uma determinada estratégia mostra-se eficaz no exterior, aqui dificilmente se questionará a teologia que a alicerça. Em segundo lugar, o brasileiro é culturalmente místico. Tendemos a aceitar acriticamente propostas teológicas que promovam experiências sobrenaturais. O brasileiro sente fascínio pelo mistério e pela magia. Afirmei também que, copiando o mundo pós-moderno, a igreja busca estratégias de resultados imediatos. 

Acredito que os modismos não podem ser detectados com antecedência. Mas qualquer que seja a próxima onda, a igreja precisa estabelecer alguns princípios. Eles ajudarão para que não se embarque em novidades sem discernimento crítico. 

[A teologia da cruz] 
Preocupado com possíveis acréscimos à cruz, Paulo escreveu aos gálatas. Os fariseus convertidos queriam que, além da doutrina da redenção, se acrescentassem alguns preceitos essenciais ao judaísmo, como a circuncisão. Sua carta procura enaltecer a suficiência do sacrifício de Cristo. Ele acredita que qualquer acréscimo à expiação de Cristo não apenas enfraquece as bases do cristianismo, como as anula: “Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Logo está desfeito o escândalo da cruz” (Gl 5.11). 

Não seriam os movimentos de “cura interior” que se alastram nas igrejas evangélicas um enfraquecimento da doutrina do novo nascimento? Recebi de um leitor do Ultimato um formulário de quatorze páginas para um seminário de cura interior ministrado em várias igrejas pelo Brasil. O seminário é para cristãos que ainda carregam seqüelas de pecados do passado. A pessoa passa por uma longa sabatina, revolvendo toda a sua vida à procura de aberturas espirituais no passado que ainda tragam maldições no presente. Buscam ser exaustivos e chegam às raias da paranóia. Indagam se a pessoa comeu cocada no dia em que se celebra Cosme e Damião, se seus avós freqüentaram reuniões de cultos afro-brasileiros. Querem saber se a pessoa sonha freqüentemente com negros, como sinal de perturbação espiritual — um flagrante preconceito que fere até mesmo a Constituição. Há encontros em que se praticam regressões até a vida intra-uterina. Pede-se que se visualize o espermatozóide do pai encontrando-se com o óvulo da mãe e que sejam detectados sinais de maldição que tenham desdobramentos em sua vida presente. 

Ainda que escolas da psicologia advoguem a regressão como técnica terapêutica, ela é inaceitável como prática espiritual. Não há como negar que uma pessoa convertida ainda possa carregar seqüelas emocionais, traumas psicológicos e até desequilíbrios psíquicos. Entretanto, é inadmissível que um cristão nascido de novo ainda necessite “quebrar” maldições de sua vida passada. A Bíblia contém vários textos que afirmam o contrário: “Não vos lembreis das cousas passadas, nem considereis as antigas... Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e de teus pecados não me lembro” (Is 43.18, 25); “Pois perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34); “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36); “E assim, se alguém está Cristo, é nova criatura, as cousas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17); “Mas, uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14). Sessões de “cura interior” são inócuas para preservar qualquer pessoa espiritualmente, danosas para a gestação de autênticos discípulos e um horror como cura psicológica. Alguém que se submete a uma sessão de “cura interior” corre o risco de entrar em uma paranóia espiritual e descobrir que continua sofrendo com seus traumas psicológicos. Conseqüentemente, pode facilmente se desesperar, pois foi-lhe prometido que Deus a curaria instantaneamente. 

[O evangelho antropocêntrico] 
Desde a modernidade, e com o apogeu do iluminismo, homens e mulheres subiram em um pedestal. O mundo ocidental acredita que merecemos ser felizes e devemos buscar todos os meios que nos tornem plenos, inclusive Deus. Por isso, aprendemos um conceito religioso egoísta. Entendemos como evangelho o anúncio de um Deus que nos faça bem, que esteja ao nosso dispor. Assim, nossas preces se resumem a pedidos. Queremos que nosso louvor seja agradável a nós mesmos. Compreendemos a conversão como mera descoberta que nos tornou mais felizes. Hoje, muitos evangélicos “reivindicam” direitos e “decretam” bênçãos. Recentemente, vi um adesivo no carro de um crente que pedia: “Dê uma chance para Deus”. Quem será que necessita de uma chance? Deus ou os homens e mulheres que se rebelaram contra Ele, que é amoroso e bom? Estarrecido, soube que há encontros evangélicos em que as pessoas aprendem a “liberar” perdão para Deus. É o cúmulo! Inverteram-se os papéis. Deus agora precisa ser perdoado? Urge voltar ao anúncio do reino em que Ele é Senhor soberano e amorosamente estende sua graça a todos. 

[Atalhos] 
Tanto as forças do mercado como a tecnologia pós-moderna condicionam esta geração ao imediatismo. Acredita-se que tudo pode ser resolvido no estalar de dedos. As propagandas na televisão conseguem solucionar os problemas de limpeza de uma casa, garantem seguro médico, prometem férias felizes, dão-nos prestígio. Tudo em 30 segundos. Buscamos também resolver nossos dilemas espirituais nos rápidos momentos de um culto. 
Infantilmente acreditamos que bastam alguns momentos de êxtase espiritual para subirmos os penosos degraus da maturidade cristã. Paulo admitiu que necessitava mais do que surtos de adrenalina espiritual: “mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27). Não há atalhos na escola de Deus. Nada substitui o discipulado. Nenhum método suplantaria a igreja como comunidade terapêutica. Experimentamos a grandeza de Deus cotidianamente tanto nas amargas derrotas como nos felizes triunfos. Dia a dia aprende-se a sua fidelidade. Devemos olhar com cautela ministérios que prometem a transformação de imaturos em líderes capazes, em um simples final de semana. É potencialmente desastroso montar uma estrutura eclesiástica em técnicas tão velozes. 

Os modismos são sinais dos tempos. Para não sermos levados por todo vento de doutrina, portemo-nos como os bereanos, conferindo com as Escrituras todas as novidades que surgem no cenário religioso. Acreditemos que passarão os céus e a terra, e só permanecerão aqueles que cumprem a Palavra de Deus. 

Soli Deo Gloria. 

* Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda, em São Paulo, e presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos




Fonte: indicação do meu pai (Gilmar) e publicado em vários sites.

Chamado Para Servir


Por Julie Ackerman Link


Quando George W. Bush era presidente, ele fez uma visita-surpresa para servir o jantar de Ação de Graças aos soldados combatentes no exterior. Um repórter que cobria a história pensou que alguns iriam guardar a refeição como lembrança, justificando: “Não é todo dia que alguém é servido pelo Presidente”.


Todos os políticos eleitos são servidores públicos – de forma geral e simbólica – portanto, estão sempre servindo. O ato de servir a refeição não deveria ter sido uma das maiores notícias daquele dia.





            Muitas pessoas têm o desejo genuíno de servir ao próximo, mas para alguns, o servir é realmente para servir-se a si mesmo. Foi exatamente o que aconteceu quando Jesus treinava Seus discípulos. Eles tinham a impressão de que segui-lo os transformaria em grandes homens.
            Mas Jesus rapidamente os corrigiu: “Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim” (Marcos 10:42-43). Jesus deixou claro que eles estavam sendo treinados para se tornarem servos: “Quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (Marcos 10:44).
            Podemos nos inscrever para quantos seminários de treinamento de liderança quisermos, mas os únicos líderes bons serão somente aqueles que, em primeiro lugar e acima de tudo, são bons servos.


Fonte: Nosso Andar Diário – Ministério RBC

A melhor herança.



Por H. Dennis Fischer

A melhor herança que os pais podem deixar é o exemplo de uma vida com valores Cristãos.


Recentemente, meu neto me acompanhava enquanto eu cumpria algumas tarefas. Inesperadamente, ele me perguntou: “Então, vovô, como o senhor recebeu Cristo como seu Salvador?” Emocionado, contei a ele sobre a minha conversão na infância.


Como ele continuava a interpretar-se, descrevi como o seu bisavô alcançou a fé em Cristo, o que incluía uma breve visão geral de como ele sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Contei-lhe sobre sua resistência inicial ao evangelho e como a vida dele mudou depois que se tornou cristão.

Mais tarde me lembrei da nossa conversa quando li a passagem bíblica que falava da fé sendo transmitida através das gerações. Em Deuteronômio 6:6-7, Moisés instruiu os israelitas a guardarem no coração as verdades de Deus e compartilhá-las com a próxima geração como estilo de vida: “Estas palavras que, hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”.

Os cuidados paternos biblicamente corretos não são uma garantia de ter uma descendência santa. Mas quando vemos o interesse por assuntos espirituais na geração seguinte, podemos cultivar o diálogo construtivo sobre a Palavra de Deus. Este pode ser um dos maiores legados dos pais ou avós a seus filhos e netos.


Como se tornar rico.



Joseph M. Stowell



Acho interessante que Jesus tenha ensinado mais sobre dinheiro do que qualquer outro assunto. E Ele não estava tentando esconder o tesouro. Tanto quanto sabemos, Ele não pediu uma oferta sequer. Ele ensinou extensivamente sobre este assunto, porque nada obstrui mais rapidamente as nossas artérias espirituais do que o dinheiro – ao trabalharmos para ter uma fortuna ou ao desejarmos obtê-la.


Pense no homem que descaradamente pediu a Jesus: “Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança” (Lucas 12:13). Incrível! Ele teve uma chance de “acertar em cheio” como Jesus, mas ao invés disso ele queria ter bolsos cheios.


Jesus respondeu com uma afirmação chocante, um contrasenso: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:15). Ele então prosseguiu contando a parábola do homem rico que era muito bem-sucedido do ponto de vista humano – fez muitas colheitas e precisava construir celeiros cada vez maiores – mas que, aos olhos de Deus, era na verdade um “tolo”, não porque era rico; mas porque ele não era rico em relação a Deus.


Você ouvirá muitos conselhos sobre como se tornar rico. Mas somente Jesus nos aconselha diretamente. E não nos aconselha sobre o dinheiro, mas sobre a riqueza do nosso relacionamento com Ele e a alegria de transformar nossa avareza em generosidade.


Fonte: MENSAGENS Q EDIFICAM



Resultados das enquetes.

Duração – 23/08/09 a 30/08/2009
> Com que freqüência você lê a Bíblia ?
- 1 vez por semana – 3 (60%)
- 1 vez por mês – 0 (0%)
- Todos os dias – 1 (20%)
- De vez em quando - 0 (0%)
- Nunca – 1 (20%)

Votos - 5




Duração – 14/08/2009 a 21/08/2009
> Você aprovaria o PL 122/06 no Congresso?
- Não – 8 (100%)
- Não sei de que se trata – (0%)
- Sim – (0%)
- Não tenho opinião formada – (0%)

Votos - 8





Duração – 06/08/2009 a 13/08/2009
> Você acredita em Deus?
- Sim – 5 (100%)
- Não – 0 (0%)
- Não tenho certeza – 0 (0%)
- Nunca pensei nisso – 0 (0%)

Votos - 5

Adquire conhecimento.



Por alguns dias, estive fuçando a pequena biblioteca doméstica do meu pai à procura de alguma literatura útil para saborear, quando me deparei com um livro chamado 'Não tenho fé suficiente para ser ateu'. Inicialmente não entendi o nome e tive de ler pela segunda vez. Aí então pude refletir melhor sobre o que estava por vir e resolvi encarar a leitura.

Logo no início, o autor faz alguns apontamentos relevantes acerca do cristianismo, de uma forma geral, no período contemporâneo e expõe algumas situações vividas no dia-a-dia por nós como, por exemplo, as perguntas e ponderações feitas pelos ceticistas, agnósticos ou até mesmo adeptos de outras religiões ou seitas.

Isso me fez, de alguma forma, parar para pensar neste assunto, ou seja, os questionamentos ao evangelho, ao Cristianismo, e me despertou para algo que há algum tempo eu não me preocupo: o debate religioso.

Desde os tempos de vestibulando - época em que temos a maior oportunidade de discutir religião, bíblia, Jesus Cristo, e outros assunto da fé nas escolas, cursinhos e rodinhas de estudo - que eu não me pego conversando com algum conhecido, amigo ou parente sobre a minha fé na Salvação por meio de Jesus Cristo, sobre a convicção que eu tenho de que os textos bíblicos realmente foram inspirados pelo Senhor Deus, que os mandamentos e orientações bíblicos são de fato a referência para nortear o nosso comportamento em todas as esferas da vida.

Lembro que todo dia praticamente, eu dedicava uma boa parte do meu tempo para me preparar para as perguntas que pudessem surgir por parte dos meus amigos de colégio. Era um prazer para mim, chegar em casa e debruçar sobre a bíblia ou livros de teologia para procurar respostas sobre as mais variadas perguntas.

Cito algumas: "Você acredita mesmo no 'criacionismo'?"; "Você ainda é virgem? Onde fala na Bíblia que o sexo antes do casamento é errado?"; "Mas Deus não criou o sexo somente para a procriação?"; "Então quer dizer que se eu for uma boa pessoa - não fumar, beber, roubar, fofocar, colar na prova; ajudar ao próximo a atravessar a rua, fizer caridade nos orfanatos e asilos, etc -, mas não acreditar em Jesus Cristo como Salvador eu não vou para o céu?"; "O homem não veio mesmo do macaco? E os cientistas?"; "Mas Deus não é amor? Ele não ama a todos de igual modo? Não somos todos 'filhos de Deus?"; etc. Como se vê, não é preciso uma pessoa muito adulta ou até mesmo culta para formular um questionamento a respeito das verdades bíblicas. O dia-a-dia nos apresenta 'ene' situações passíveis de ter um reflexo sobre os ensinamentos bíblicos. Não importa a idade, sexo, etnia...

O fato é que os questionamentos existem e nós precisamos estar preparados para enfrentar qualquer que seja a indagação. Assim o diz a Bíblia em alguns textos, os quais cito abaixo:

1Pedro 3:15-16 - "antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós; tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, fiquem confundidos os que vituperam o vosso bom procedimento em Cristo.

Provérbios 4:5-7 - "Adquire a sabedoria, adquire o entendimento; não te esqueças nem te desvies das palavras da minha boca. Não a abandones, e ela te guardará; ama-a, e ela te preservará. A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis adquire o entendimento".

Como se vê, é recomendação bíblica que estejemos preparados para responder às perguntas daqueles que não conhecem a razão da nossa fé. Durante grande parte da sua caminhada, Jesus enfrentou ninguém menos que os caras mais indesejados da época: os fariseus. Eram pessoas extremamente arrogantes, que se achavam donas da verdade, onde muitos eram de fato conhecedores da lei, da Palavra de Deus mas, por razões diversas, adoravam questionar a Jesus. Este, sempre com muita sabedoria e conhecimento da Verdade estampada na Palavra de Deus, respondia aos fariseus de forma clara, contundente e que não dava margem pra réplica. E como fazia isso? Certamente por conhecer as Escrituras e, como não poderia deixar de ser, por orar muito.

E eu? E nós? O que temos feito para obedecer o que o Senhor nos recomendou? Temos feito nossa parte? Dedicado um tempo específico para a prática da alimentação diária da Palavra? Deus nos admoesta a buscá-lo, dentre outras formas, através da leitura da sua Palavra. É importante para uma boa caminhada a melhor orientação que só vem de Deus. Sejemos imitadores de Cristo também pelo conhecer as Escrituras. O Inimigo de nossas almas certamente virá, porém, se estivermos preparados, ele baterá em retirada sem pensar duas vezes; fugirá de nós.


Deus nos abençoe.

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